segunda-feira, 31 de outubro de 2011

De como Cândida, Drummond, uma quadrilha e o dia das bruxas cabem todos aqui

Em 2002 eu ganhei de presente o livro Malleus Maleficarum de uma das professoras mais doces que tive em toda a minha vida. Cândida que fazendo jus ao nome parecia uma professora de porcelana, delicada como os poemas de Cecília Meireles que ela lia nas aulas - apesar de lecionar Português - no meio de um curso de Letras confuso para todos nós [ela estava pagando mais uma das tantas greves].



Cândida estava prestes a se aposentar. E pude ter a sorte de acompanhar seus últimos meses conosco antes dela voltar para o Rio. Ela me adotou e eu a adotei. Encontrávamos toda semana, ela lia meus poemas, ela dava-me conselhos. Hoje, teria aproveitado mais estes encontros. Hoje levaria chás e bolinhos e encheria Cândida de presentes. Sinto saudades dela.

Dela ganhei a obra completa de Cecília Meireles, aquela rara esgotada da Nova Aguilar. Infelizmente sem dedicatória e nunca saberei por que. Desconfio que Cândida deu-me um livro seu, embora ela jurasse de pé junto que o havia comprado em um sebo. Na época eu não sabia o valor do livro. Hoje tenho certeza de que ela o tirou da própria biblioteca. 

Cândida tinha um livro com dedicatória de Drummond, ela o conheceu, pessoalmente.

Mas voltemos ao Malleus Maleficarum. Este ela comprou e fez dedicatória - com sua letra pequena, quase invisível, tamanha era sua delicadeza. Cândida pedia licença para existir. 


E paradoxo dos paradoxos, uma das pessoas mais meigas que conheci, deu-me um dos livros mais brutais que já li.

Eis a informação da capa, para matar a curiosidade de quem nunca havia ouvido falar nele:

"Durante 4 séculos este foi o manual oficial da Inquisição para a caça às bruxas. Levou à tortura e à morte mais de 100 mil mulheres sob o pretexto, entre outros, de copularem com o demônio. Esse genocídio foi perpetrado na época em que se formavam as nações modernas. Tornou dóceis e submissos os corpos das mulheres da Era Industrial, que se iniciava."

A obra original foi escrita por Heinrich Kramer e James Sprenger. A tradução ganhou o nome de O martelo das feiticeiras e a minha edição tem apresentação da feminista Rose Marie Muraro. (Uma das primeiras feministas que li).

É leitura indispensável para quem se interessa pelo tema. E interessante para quem sofre de curiosidade histórica.

Dica de leitura neste dia das bruxas que é, também, um dia D.

Dia do Drummond, o mesmo que a Cândida conheceu, o nosso bruxo mineiro.

Instituto Moreira Sales organizou o Dia D, com a proposta de leitura e gravação de poemas, em vídeos, do mineiro lindo Carlos Drummond de Andrade.

Hoje, dia 31 de outubro, o poetinha faria 109 anos... 

E eis que um vídeo foi feito e eu estou nele! \o/

Eu já nem lembro mais como começou. Foi algo como Gabriela chamou o Chico que chamou a Flavia que chamou a Dani. E eu atendi o chamado da Gabriela e chamei a Aline e chamei a Patrícia que não chamou ninguém. Ou talvez tenha sido a Luara quem chamou todo mundo. E tem a o Santiago que nem tinha entrado na história...

Sei que o vídeo foi feito. Chico juntou os pedaços dessas pessoas que nem se conhecem, que estão nestes cantos vários desse Brasil todo e que se esbarram diariamente, via twitter. E que tem em comum, entre tantas cositas mas, esse amor ao Drummond.

Nossa quadrilha, quadrilhando Drummond pra vocês, nesse dia D, bebê! ;)


Cândida, Drummond, Flávia, Dani, Santiago, Chico, Gabi, Aline, Patrícia, Luara, quadrilha de bruxos, todos bruxos na vida. 

Sabem, sempre achei que ser bruxa [ou bruxo] era o mesmo que ser gauche. Acho que estava certa, certíssima, esta aí Drummond pra provar isso pra gente...

sábado, 29 de outubro de 2011

espécie de paraíso #1

Não sei de quem é. Se você souber avisa. Se for você, grita!
A @luaragj tuitou essa imagem linda e ei-la aqui para compartilhar com vocês beleza maior:


Por isso que eu digo que a minha biblioteca ainda não está pronta!
Falta dar essa humanizada pra ela, essa cara de poesia, meodeos!!!!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Belos livros, belas fotos #2

Estou trabalhando Ana Cristina Cesar com meus alunos de 1º ano do Ensino Médio. Não sei eles, mas eu não poderia estar mais feliz. É uma escritora que leio com sofreguidão. Eu sofro e sorvo cada palavra dela. Eu a consumo e ela me consome.

O livro da foto abaixo é um ensaio, portanto um texto acadêmico, da autoria de Flora Sussekind. A pesquisadora percorreu manuscritos de Ana para rever e reler alguns de seus poemas. É leitura rápida e edição linda. Linda mesmo. 


Os acessórios foram "achados" na C&A, delicadeza em forma de bijuteria! =)


Mais sobre este livro, na Submarino, neste link aqui.

Mais sobre Ana C.?
Deixo este poema, lindo:


Tenho uma folha branca
e limpa à minha espera:
mudo convite

tenho uma cama branca
e limpa à minha espera:
mudo convite

tenho uma vida branca
 e limpa à minha espera:

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Vídeo novo: Literatura da Argentina e do Chile


Atendendo a um pedido fofo, feito no canal do youtube, fiz um vídeo comentando os livros que tenho e gosto da literatura da Argentina e do Chile. 
Alguns clássicos, outros, pero non tanto. Mas que valem a dica e valem muito, muito a pena ler!

Eis a lista:

* 200 anos de poesía argentína - (Ed Alfaguara)
* El libro de arena / Antología Poética 1922 - 1977 - Jorge Luis Borges
* Rayuela - Julio Cortázar (Punto de Lectura)
* Cuentos - Lilian Henke (Punto de Lectura)
* Nada del otro mundo y otros cuentos - Roberto Fontanarrosa  (Ediciones de La Flor)
* Van pasando mujeres y otros poemas (versiones completas) - Alfonsina Storni (Clásicos de Siempre - Ed Longseller)
* Diarios - Alejandra Pizarnik (Ed Lumen)
* Poesia Completa - Alejandra Pizarnik (Ed Lumen)
* Prosa Completa - Alejandra Pizarnik (Ed Lumen)
* La extraccion de la pedra de locura y otros poemas - Alejandra Pizarnik


* Antología de Poesía y Prosa - Gabriela Mistral 
* Box Pablo Neruda (Ed Pehuén)
* Coisinhas da Mafalda (nem todas da foto no vídeo, nem todas do vídeo na foto)

+

Compra da semana: Box Monteiro Lobato - Editora Globo (Submarino, por R$69,90)

Enfim, tudo aí, só clicar pra assistir! =)


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

"Aprenderás a seguir as pessoas erradas no twitter...

e isso será vossa falência financeira."

Sei que está escrito em algum lugar. É uma profecia. Sustenta a arte de seguir as pessoas erradas, aliada a uma falta de habilidade em definir desejos, somada a uma incapacidade em lidar com moedas. Eis o resultado desse hábito de ficar lendo tweets alheios e criando desejos próprios.

De modo que há meses venho desejando isso:


Meses! Sei lá quando a desalmada da @fefehberaldo colocou isso no instangram dela. Só sei que desde então venho procurando "pulseira com caveirinha fofa", "pulseira com caveira flor", "pulseira pérola caveira flor", no google, desesperadamente. Nem amo caveira, gente, nem!
Como explicar?

Eis que minha prima partiu pra Sampa e um fio de esperança se fez. E se desfez no dia seguinte quando ela voltou com a notícia de que não tinha conseguido ir na loja. (Porque eu sou pessoa boa, quando faço encomenda, eu dou até o endereço com direito a google maps e foto! rs). Mas ela não trouxe. Meu mundo caiu.

E reergueu-se dois dias depois quando @jpmauler (meu amigo e dono deste blog aqui) avisou que estava indo (cof cof) assistir ao VMB com direito a convite vip para a festa (aquela, das celebridades) e que ia dormir em Sampa.
Claro que eu mandei um email desesperado pedindo pelo amor de deus cê vai nesse endereço aqui e compra isso aqui pra mim?

Sei lá quantas vezes ele foi pra Sampa. Sei que pra 25 de março ele foi nenhuma. Dois dias depois recebo um torpedo: "missão dada é missão cumprida!"

Tem como não amar? Até pedi em casamento. E ele riu, "mas por tão pouco"?
Por tão!

Agora só digo uma coisa, ela é muito mais bonita pessoalmente:


E a caveira é minúscula, minúscula (a flor então, nem preciso falar).

Mas eu passei a manhã de domingo limpando os livros de criança. Que eu havia esquecido dentro das caixas quando, na madrugada de sábado pra domingo, dei por encerrada a arrumação. Não fosse minha mãe colocando as mesmas no cômodo, eu estaria comemorando ter dois nichos de estantes vazios. Não os tenho mais. Foram preenchidos com livros. Livros velhos (alguns herdados de mãe, da década de 50) e livros meus. Livros que contam mais histórias sobre mim do que sobre eles mesmos. Um dia farei um vídeo, juro.


Mas o que quero relatar aqui é uma coincidência, linda, dessa vida nossa de cada dia. Quando tinha lá meus 8 anos e desandei a achar-me poeta, meus pais começaram a me dar livros de poesia de criança. Na foto acima, em destaque, o meu preferido: "Ponto de tecer poesia" da Sylvia Orthof.

Eu tinha outros, mas esse era o mais amado. Muito porque os poemas eram pouco infantis, e muito também porque a edição é linda, com ilustrações apaixonantes.

Pois bem, foi limpando o livro - o que tive que fazer com cada um deles pois passaram os últimos 10 anos dentro de um armário acumulando mofo e tempo - e eis que descubro isso aqui:


O nome da lateral direita é de Eliana Yunes. Quem?
A professora doutora convidada externa da minha banca de doutorado. Não é lindo isso, gente?
Eu fiquei eufórica quando vi que um livro que norteou minha infância e embalou meu amor pela poesia, além de alimentar minha própria escrita, teve a participação de uma pessoa que, mês passado, tornou-se essencial e especial em minha carreira acadêmica. Fiquei surpresa com essas coincidências estranhas e cíclicas da vida.

E por falar em Doutorado, ontem, completei um mês de defesa. Delícia saber que a biblioteca ficou pronta nesta data redonda. 

E misticismos de lado, que estou quase pegando carona com eles, uma caneca nova, para acompanhar toda essa aura de novidade que paira por aqui:


Eu não tenho nada do que reclamar deste ano de 2011. Por mim, ele nem acabaria. Tirando só mesmo a parte das férias que preciso com urgência, fico bem por aqui, com ele! ;)

Mas, torcendo para que 2012 se mantenha nessa mesma vibe, já fiz minha compra do calendário de mesa que me acompanha há três anos. Não consecutivos porque, antes, a compra foi feita "in loco". Ou seja, em terrar Argentinas. Tirando a parte que eu gostaria de poder comprar o do próximo ano por lá, novamente, fiquei feliz em saber que agora já posso ter minha Mafalda made in Brazil! =)
Essa aí da foto é ainda a deste ano, comprada em Rosario:


Na Cultura diz que é em Português e custa 29,90, o link é esse, pra você confirmar. Eu comprei, mas está em pré venda. Escolhi de capa vermelha, dessa vez.

Tem como não começar o dia sorrindo com coisas assim?



No início do post eu reclamei do Twitter, disse que ele era o culpado do meu infortúnio financeiro, do poço sem fundo de desejos que se instala em minha vida, sempre que clico no link de alguém. Não descobri essa Mafalda sozinha. Durante anos achei que ela só falava espanhol. Mas então:

Claro que até achar na Livraria Cultura on line, eu rodei todas as livrarias virtuais. Mas não achei! Só na Cultura mesmo. 
A propósito, "samoçaí" é dona desta delícia de blog aqui. Vai lá, delícia mesmo!

Pronto. Resta desejar uma semana boa pra todos vocês e dizer que logo mais terá vídeo novo no blog. Beijos!

domingo, 23 de outubro de 2011

Esperei 10 anos por este dia

Entendam que são duas horas da manhã e eu estou em um estado lastimável. Logo dormirei o sono dos justos e se acordar ainda no domingo, será para ver o final do Fantástico - tamanho é meu cansaço e esgotamento.
Foram 60 dias esperando a entrega do projeto.
30 dias de limpezas de armários.
15 dias de preparação de espaços.
7 dias de pintura e renovação de cômodo, assim como livros malocados no chão da sala e toda uma vida pelo avesso.
Dois dias sem computador. Um dia ameaçando todos os funcionários da loja de morte caso não terminassem o serviço até a meia noite de hoje.

Mas 10, dez anos esperando para ter uma biblioteca para chamar de minha.

Embora a esta altura da noite eu já esteja confundindo Roberto Bolaño com Roberto Bolaños, eu ainda fui capaz de chorar.

Amém.

;)





Ainda tenho muito o que fazer. A começar com os fios que se espalham pelo quarto. Mas isso, faz parte dos problemas que a Net vai ter que resolver... Enfim, falta ainda muita coisa. Mas coisa boa de fazer. Coisa de dar gosto. Coisa de fazer feliz. 
Como arrumar a parede que os moços da loja conseguiram estragar - quatro dias depois de devidamente pintada e arrumada pelo pedreiro (como você pode ver na foto acima). 
Tenho que organizar os livros novamente - tentei colocar nas prateleiras mantendo meu padrão antigo, mas no final do dia eu já estava misturando José de Alencar com Hellen Fielding, sem dó. Enfim, tudo será feito ao seu tempo. Mas o que era de urgência terminou.

As fotos são panorâmicas, os detalhes e de perto eu mostro com tempo e com os vídeos!
Beijos!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Vai começar...



mas vai demorar...

domingo, 16 de outubro de 2011

Just a perfect day

Eu poderia começar o post com o que teria sido post de ontem: a comemoração orgulhosa por estar há 3 dias sem comprar livros.

Mas eu acabei de zerar a contagem.

De modo que poderia ser um post deprimido, cheio de lamentações, desenrolando todo um mimimi de como eu não sei guardar dinheiro e me controlar e pensar no amanhã e lembrar que o mundo não é feito apenas de livros e lálálálálá.

Mas um acontecimento hoje mudou todos os meus planos de postagem. Foi algo tão singular que eu deveria ter registrado em fotos.

Minha mãe me acompanhou em uma Feira de livros.

E antes que você compreenda a frase acima de maneira errada, explico corretamente:
não era bem uma feira de livros (é aquela feirinha que está rolando no shopping com promoções maravilhosas) e bem, minha mãe não foi de forma deliberada... é que chegamos cedo ao shopping e não havia nada mais aberto.

Assim, pude passear pelas estantes - e descobrir mais coisas boas por 9 reais - sem que minha mãe fizesse ameaças ou começasse a gritar que queria ir embora - como ela costuma fazer quando eu entro em livrarias.

Mas a parte mais legal foi vê-la passeando pelos livros e escolhendo para ela e para meu pai. Fiquei emocionada, mesmo! =)

Ficamos quase uma hora lá dentro e eu - que sou pessoa educada (sem dinheiro) comprei apenas 4 livros:


Eu passei o Doutorado todo atrás do livro Inventário das sombras, do Castello. Tive que me contentar com um xerox do texto dele sobre a Clarice. E eis que o encontro por 9,90. Que coisa, não?

O Caim é da Márcia Denser escritora "maldita" brasileira que durante um tempo só era encontrada em sebo. Eu digo maldita por conta da sua linguagem erótica e sem retoques. Já tenho outros três livros dela, incluindo uma obra rara. Tinha como ignorar esse pela bagatela de 9? Cláquenão!

O maior de todos, na pilha, é uma enciclopédia da Editora Moderna, sobre Literatura Brasileira, Portuguesa e Africana. Aqueles manuais compactos ótimos para consultas rápidas e divididos por períodos literários. Tenho-os aos montes e adoro. 

E, finalmente, A escada dos anos, da Anne Tyler que eu comprei porque a sinopse chamou-me a atenção. Mas não sei nada sobre obra ou autora. Adoro essas compras surpresas, libertadas de críticas ou apresentações. 


Livro e autora chegam zerados para meus olhos e isso, para a minha formação e profissão, é coisa rara e gosto de aproveitar. Lerei primeiro! Se gostar, faço resenha. 




A capa não é linda?






Aí, passeando pela C&A encontrei um sapato que estava namorando há meses, por módicos R$29,90:


Eu adoro acessórios que remetem à escrita, literatura... E quando vi essa sapatilha, no meio do ano, no catálogo dos lançamentos, morri de amores. Mas achei cara para a qualidade do material. Até que hoje a reencontro com a famosa etiqueta vermelha de promoção.


Mãe em livraria, livros por 9,90 e sapatilha na promoção. Eu chamo a isso tudo de amor! ;)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Calma, vai ficar tudo bem!

O caos se fez. O caos está instalado e espalhado por toda a casa.
Onde era o escritório virou um espaço vazio pronto para ser pintado e preenchido com os móveis planejados. Não ficará pedra sobre pedra.
Tudo, absolutamente tudo será renovado, modificado, redecorado. O cômodo da casa que antes atendia por escritório agora atenderá por biblioteca.

A sala está preenchida de livros. Se visitas chegarem terão que ir direto para a cozinha. E ficarem felizes se eu ainda conseguir servir um café. Não há espaço para nada e ninguém na sala. 

Meu quarto agora virou depósito de provas, material de escola e documentos importantes - para que nada se perca nessa reforma.

Profetizo que a próxima semana será caótica. Caótica e feliz. E como não cabe a mim usufruir de horas vagas, tudo será feito nas madrugadas, nos espaços poucos que preenchem uma escola e outra. Tudo junto com este famigerado horário de verão.

Verão que linda irá ficar minha biblioteca. Por enquanto, é a desordem.

Joguei uma colcha velha no chão (para não acabar com o tapete da família) e sem pena fui empilhando os livros. Uns em cima dos outros. Praticamente uma orgia literária...







Está um muquifo lindo né? Acho que minha mãe está mega orgulhosa de mim. E meu pai então, quando chegar em casa, vai ficar super feliz e nada arrependido por ter me dado a biblioteca de presente.

E com os livros assim, falar em comprar livros aqui em casa, por pelo menos um mês, pode ser o descortínio da terceira guerra mundial!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Ler, viver e amar em Los Angeles

O vídeo de hoje tem resenha sobre o livro Ler, viver e amar em Los Angeles de Jennifer Kaufman & Karen Mack. Ou pelo menos uma tentativa de resenha.
No final do vídeo tem um hábito de leitura, como uma dica bibliófila sem pretensão! =)

Eis as capas brasileiras para este livro, muito simpáticas, diga-se de passagem:



E a capa original, mais bonita, claro:



Capas bonitas, sem dúvida, o que não significa que o livro seja bom, ok? =)


Ao que parece as autoras possuem outros títulos do mesmo gênero mas que ainda não chegaram ao Brasil.
Minha resenha já está no ar, para assistir basta clicar aqui.
Beijos!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Belos livros, belas fotos #1


“A vaidade e o orgulho são coisas diferentes, embora as palavras sejam frequentemente usadas como sinônimos. Uma pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. O orgulho relaciona-se mais com a opinião que temos de nós mesmos, e a vaidade, com o que desejaríamos que os outros pensassem de nós.”
Jane Austen


Esta tag não tem intenção nenhuma. 
Com o intuito de explorar dos livros, também, sua
beleza material, as fotos aqui reproduzidas são
de arquivo pessoal e intransferível.
As frases, sempre dos autores do livro em questão,
não serão, necessariamente, do livro em questão.
Simples. Simples assim.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

E essa mudança toda, hein Juliana?

Para as pessoas que apenas me conhecem pelo blog - o que suponho ser, a grande maioria das leitoras e dos leitores daqui - pode parecer que estou mudando o perfil deste blog porque mudei de interesses.

Mas não. Sempre e a vida inteira eu fui uma pessoa dos livros. Eu os respirei quando criança, os sorvi quando adolescente e os vivo, agora adulta. Meu primeiro "salário" (que era na verdade a bolsa de iniciação científica enquanto pesquisadora na universidade) foi torrado todo em livros. Assim como os salários seguintes e, para não perder o hábito, também meu último salário.

Não há nada que me faça mais feliz do que o objeto livro. E talvez bibliófila já não seja mais uma classificação que caiba corretamente em mim. Temo já ter ido além do que o conceito abrange.

Ler sempre foi a primeira e a última opção para todas as minhas considerações sobre: diversão ou descanso.

Mas, desde que entrei no Doutorado, em 2007, precisei listar prioridades. E todos os livros que lia ou comprava, terminavam tendo uma relação mais do que direta com ele. Se eu pensasse em comprar ou ler algo fora deste círculo, sentia-me uma transgressora, uma marginal. 

Foi no meio deste turbilhão acadêmico que precisei desopilar a alma e o corpo. O curso de Moda - começado e trancado no mesmo ano - não mostrou-se a melhor opção - sugava-me as horas vagas e as não vagas também. Eu precisava de algo mais leve e que exigisse menos responsabilidades - do meu corpo e da minha alma também, mas principalmente do meu tempo!

O blog, que já era uma constância na minha vida (tive outros, tive vários) surgiu em janeiro de 2010 como um passatempo, uma válvula de escape, um espaço libertário para ser também mulherzinha.

Fiz amizades aqui que pretendo levar para a vida toda. Pessoas que moram no meu coração, ainda que tão distantes dos meus olhos. Pessoas que ainda quero conhecer e ter o prazer de descobrir que as afinidades virtuais são ainda mais reais. Encontrei empresas que acreditaram na minha escrita e enviaram-me vários presentes. Listei apenas três ontem porque foram as mais recentes e presentes. Mas muitas outras apostaram no blog e enviaram presentes deliciosos. Quem não gostaria disso? Passei a esperar o carteiro com muito mais ansiedade do que já fazia antes. E, por último, mas não menos importante, pude exercer diariamente a prática da escrita - tão importante pra mim - sabendo-me lida em tantos olhos e tantos comentários queridos.

Como não terminar este ciclo com um sentimento pleno de realização? Como não ter as melhores lembranças deste tempo de o batom de Clarice agradecendo por cada número que contabiliza sua existência?

Eu terminei o Doutorado. Agora estou livre para ler e comprar, novamente, todos os livros que gosto. Há uma urgência de ler tudo o que fui protelando neste tempo todo. Mas há também uma preguiça enorme de falar de maquiagem, beleza, moda e afins. Não que meu interesse por isso tenha desaparecido. Claro que não. Continuo amando e desejando essas coisas, tanto quanto antes. Só não sinto mais vontade de falar sobre elas. 

O blog continua, seus lindos e suas lindas. Não vou deletar seu passado (bem afirmava Machado de Assis, devemos respeitar o que já foi escrito) mas não vou cercear seu futuro.

Eu sou pessoa dos livros. E é pra eles que eu volto. E serão eles que irão me manter aqui. Espero que eles também tragam vocês, diariamente, pra mim.

=*