Minha maior dificuldade em assistir filmes baseados em livros é o conflito que eu crio com o diretor dos filmes. Na maioria das vezes os diretores escolhem atores não tão parecidos quanto o que minha imaginação criou a partir da descrição do livro.
Assim, eu sempre imagino meu personagem ou mais bonito ou mais feio do que o cinema me oferece, nunca entramos num consenso.
Mas retrato falado, tal como a polícia faz, é a forma mais fiel e exata de se aproximar da imagem de uma pessoa, certo?
Certo, ora bolas. Criminal Minds (amor da minha vida) que o diga. A propósito, em menos de um mês já estou na 5ª temporada, viciei.
Mas o assunto aqui não é Hotch, Spencer, Rossi, Garcia, Morgam, J.J. ou Emily (amo vocês). O assunto aqui é outro. Voltemos, portanto, ao retrato falado.
Jane Eyre, por exemplo. Livro lindo da Bronte maravilhosa. Eu imaginei uma Jane delicada, frágil, quase efêmera e angelical. Mas o Rochester, seu par na obra, era para mim o melhor e maior exemplo de masculinidade. Seja lá o que isso representar pra você. Imaginei um homem de rosto quadrado, olhos amendoados, cabelo negro (como a asa da graúna hahahaha josé de alencar), sobrancelha grossa... Lindo, no mínimo, e sedutor, no máximo e nas entrelinhas.
Confesso, eu idealizei o Rochester e me encantei com ele na sua amargura, na sua petulância, na sua quase loucura.
De modo que eu nunca, nunca serei capaz de aceitar o Rochester proposto pelo site The Composites (conheci o link no blog da Cia das letras).
Se visitar o site verá que eles propõem retratos falados para vários personagens (Humbert Humbert tem lá uma cara de pedófilo mesmo). A ideia é ótima e você vai sofrer porque o banco de dados é, ainda, pequeno.
Vai ver até na literatura eu carrego a incapacidade de enxergar os homens como eles realmente são! ;)
Vai ver até na literatura eu carrego a incapacidade de enxergar os homens como eles realmente são! ;)












