quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Primeiro dia de aula, pra sempre...

Tornar-me professora fez com que aquela sensação azedinha do primeiro dia de aula: ansiedade, medo, aflição, êxtase, tudo junto e misturado - se repetisse para sempre em minha vida.

Eu devia gostar dessa sensação, lá nos idos anos de colégio, porque afinal, tornei-a anual para mim.


A foto acima tem 22 anos!!! OMG como estou velha =)
Ah, detalhe fofo, voltei ao mesmo colégio, hoje lá sou professora!

Mas, desafio: alguém aí arrisca dizer quem sou eu na imagem? rs =)

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Tchau férias, mas as leituras continuam... [leitura do ano #13]

Seus lindos e suas lindas, as férias findaram... Mas as leituras, ora pois, essas continuam, sempre. E eis que terminei Sêneca, naquela edição diferente da Martins Fontes, falemos dela, portanto...

Sobre os enganos do mundo fragmentos de Sêneca, coleção Ideias Vivas da Editora Martins Fontes

Primeiro eu quero dizer que descobri um termo que passarei a adotar a partir de agora. E, por conta disso, devo destacar e sinalizar meu oficial repúdio a qualquer tipo de literatura auto ajuda. Isso, porque, ao descobrir que há o termo auto conhecimento, passarei a distinguir muito bem esses dois.

Não gosto de auto ajuda porque me incomoda imaginar que um livro, qualquer que seja ele, tenha a pretensão de me ajudar em alguma coisa. 
Não vai. 
Meus problemas, angústias, dúvidas ou aflições não podem ser resumidos a um livro com conselhos vagos.

O que eu quero, e aprendi com este livro, é conquistar meu auto conhecimento - e aí sim, aceito que algumas páginas me auxiliem neste caminho.

De modo que, como uma obra que estimula o auto conhecimento, esta seleção de alguns trechos da filosofia antiga, na voz de Sêneca, me foi de grande valia. E claro, a maneira como o livro se apresenta (imagens abstratas, frases em destaque, fácil leitura) ajudou a tornar o exercício mais agradável! Porque, que fique claro aqui, eu nunca tive e não tenho nada contra livros bonitos: principalmente se parte desta beleza estiver presente, também, nas palavras que o completam!

A princípio achei que o título do livro fosse: Mede a duração da tua vida: não cabe nela muita coisa. E claro que não é, o título é o que destaquei no início dessa quase resenha, o restante do que está presente na capa é só isca pra peixes leitores como eu...

Isca boa, devo dizer. Não fosse essa frase eu não teria encostado no livro e, consequentemente, comprado.


O livro, de 79 páginas, apresenta algumas cartas de Sêneca para Lucílio com assuntos que se alteram entre: como aproveitar o tempo e como estruturar sua vida a como aceitar a morte. É, em poucas palavras, um apanhado de conselhos extremamente úteis e reconfortantes: um remédio para as dores que todos temos.


As fotos neste post mostram os destaques que fui fazendo durante a leitura. Ou melhor, mostram um por cento do que fiz - meu livro ficou completamente rabiscado.


Algumas partes ficaram descartáveis, pra mim, porque não dialogavam com o que estava querendo ler (ou ouvir...). Mas ainda assim deixaram a impressão de que um dia me serão úteis. 

É um livro bom e o recorte feito pela editora (Gustavo Piqueira foi o idealizador e coordenador) foi extremamente digno. Ainda que muitos filósofos ou pessoas do meio se incomodem com isso, entendo que para aqueles que não pretendem ler todo Sêneca, um recorte assim é extremamente útil! =)


Então, vemnimim 2012!!!! =)

domingo, 29 de janeiro de 2012

"Seu Ibrahim e as flores do corão" de Eric-Emmanuel Schmitt [leitura de férias #12]

Por causa desse livro fiquei com vontade de adicionar à minha rotina um momento singular: entre acordar, espreguiçar, tomar banho, escovar os dentes, e  manter a extensa e necessária sessão de cremes, sinto que meu dia seria verdadeiramente útil se ainda me sobrasse um tempo para ler, antes de levantar, livros de 79 páginas.

Explico. Ao que parece, um livro de 79 páginas (com letras grandes e espaços nada econômicos entre as linhas) pode ser lido em menos de 45 minutos. 

Contabilizando os quebrados, foi praticamente o tempo que levei para ler Seu Ibrahim e as flores do corão de um escritor francês que ainda não conhecia e pertencente a uma tal de Trilogia do Invisível que ainda não entendi completamente.

A tese das 79 páginas em 45 minutos está sendo reforçada enquanto leio outro livro, agora do antigo Sêneca, edição pertencente a uma tal de "Grandes Lições" da Editora Martins Fontes.

Mas voltemos ao seu Ibrahim, que Sêneca é assunto para outro post.

O livro de Schmitt é leve, apesar da triste história do garoto. Ou melhor, triste aos olhos de quem quer vê-la como tal, de modo que eu poderia reformular a frase é dizer que o livro de Schimitt é leve e conta a feliz história de um garoto. Mas eu também poderia reformular novamente essa frase e dizer que o livro é pesado, apesar da feliz história do garoto. Ou ainda, e finalmente, dizer que é pesado e conta a triste história do garoto.
Qualquer uma das minhas frases cabe ao livro, o que de pronto já o torna uma novela linda, não é mesmo?


É um livro flexível, desdobrável, multifacetado. A perspectiva do olhar do leitor é que lhe dá o tom, o gênero, a forma. São 79 páginas que valem por 400. Fala dos sentimentos básicos do ser humano, fala das relações familiares e amorosas, fala do fim da vida aos 7 anos e do seu início aos 70, da confiança em estranhos e da estranheza com os próximos... 
A capacidade de falar de vários temas, enfim, em tão poucas páginas, é mérito que se deve destacar deste escritor francês. Não é qualquer um que consegue ir de um ponto a outro, em uma mesma história - e em tão poucas páginas - sem parecer superficial. E superficialidade é algo que não existe na relação dos personagens e, evidentemente, na relação que os personagens criam conosco.


Não obstante isso tudo, possui uma deliciosa linguagem e um humor fino, essenciais. Se o livro é leve, mais leve ainda é a sua linguagem, o seu estilo. E por isso fiquei tão fascinada com a possibilidade de acrescentar, à minha rotina, este tipo de leitura. Tivesse a sorte de encontrar sempre livros assim, meu dia começaria ainda na cama, com 45 minutos reservados especialmente a este tipo de leitura. Enfrentaria primeiro o mundo de Moisés e Ibrahins para só depois, enfrentar o meu mundo.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Para dormir com os livros!

Definitivamente eu sou uma pessoa temática. E meu gosto pelos livros se estende também aos objetos pessoais e de decoração. 

Jóias, bijouterias, bolsas, roupas... qualquer item que tenha relação com os livros é passível de fazer parte do meu dia a dia.

Pois eis que passeando pelo centro da cidade, deparei-me com uma loja de camisas personalizadas e, surpresa, encontrei uma fronha. Uma fronha com uma página de livro!!!

E bem, não era qualquer livro, gente... Gente... Era Crime e castigo!!!

Então, fronha devidamente colocada, o quarto ficou até mais fofo!


De perto, a melhor foto que consegui tirar:


óin gente, não é um sonho, literalmente? (risos)




sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Quarup: a casa dos livros

Apesar de amar os livros novos, até por uma questão de higiene e frescura, devo dizer que há anos habituei-me a frequentar sebos. Muito por causa de Clarice Lispector, pois desde que passei a colecionar seus livros, a procura por primeiras edições e obras raras sempre foi meu norte.

Em minha cidade não há várias maravilhas. Digo isso porque nem conheço os sebos do Rio ou de Sampa, onde imagino haver várias opções de réplicas do paraíso. O mais perto que cheguei dos sebos de São Paulo foi em São José do Rio Preto, cidade dos sebos, pra mim.

Temos aqui uma galeria, no centro da cidade, que reúne quase todos os sebos (há pelo menos uns 5 por lá). 
Péssimos, eu diria. Raramente encontrei algo que me interessasse em algum deles. Salvo uma vez em que esbarrei com um livro da Clarice Lispector, primeira edição, por 1,99 (trata-se do Um sopro de vida). Notem como os donos do lugar não sabem com o que estão trabalhando.

Meus queridos são outros dois que nem ficam na galeria. 
Em ambos, seus donos sabem o que estão fazendo, são verdadeiros amantes dos livros. Sabem quanto teem em mãos uma primeira edição ou um livro bom. Num deles achei minha primeira edição d´O Lustre, da Clarice Lispector. Paguei, na época, 120 reais. E, acreditem, fiquei mais feliz do que quando paguei 1,99. Tudo por que senti que um respeitava muito mais o livro do que o outro. Quando amamos livros, gostamos de dialogar com aqueles que amam.

E o amore da minha vida é o sebo Quarup. Conheci seu dono ainda nos anos de Universidade, pois ele trabalhava com estantes num corredor da Faculdade de Letras. Cláudio é amante dos livros e sabe do que está falando, é aquelas figuras de filme que andam pelo mundo em busca de bibliotecas para vender. É, enfim, caricatura perfeita dos livreiros. Até nas suas roupas há um quê de colecionador: ele usa um colete cheio de bolsos e está sempre impecavelmente vestido.

Quando conheci, pela primeira vez, a casa que mostro no vídeo, senti-me em um filme antigo. Há sempre uma música tocando, Cole Poter, Billie Holiday, lá dentro você é presenteado com a melhor das trilhas sonoras, sempre. (Inclusive, quando fiz o vídeo estava tocando uma música. Mas por uma questão de qualidade de som e porque algumas pessoas conversavam perto da filmagem, decidi abafar o som original e colocar outro). 

Eu não frequento o sebo tanto quanto gostaria. Talvez porque queira manter a sensação de lugar sagrado e, todos sabemos, que os lugares sagrados devem ser respeitados. Logo, vou esporadicamente lá, mas quando o faço, reservo todo o tempo do mundo.

E lá quase não fecha. Nos finais de semana, por exemplo, Cláudio se reúne com seus amigos, na entrada da casa (outro espaço lindo que não pude filmar porque estava lotado) e ficam conversando e tocando música.

Bom, isso tudo para introduzir o vídeo. Queria dividir com vocês este meu pequeno cantinho do mundo! 

Bem vindos!



PS: A música de fundo era para ser My little corner of the world, mas tive problemas com a reprodução da música na hora de editar o vídeo. Aí, mudei para Quem me leva os meus fantasmas do maravilhoso Pedro Abrunhosa, esse cantor português que eu AMO e queria dividir com vocês!


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Mãe e filha sorteiam

Bora participar do primeiro sorteio do ano? \o/

Tem tanta coisa que você vai ter que clicar na foto, para ampliar e ver item por item.
Afinal, mãe que ama esmaltes e filha que ama livros, juntas num sorteio, tinham que colocar coisas boas, não é mesmo? =)




As regras são simples:

1 - Para participar você deve ser seguidor dos dois blogs
(Já segue "o batom de Clarice"? Bora lá seguir também o "Unhas sempre coloridas" porque minha mãe é uma fofa! =) Clique aqui.
2 - Preencha o formulário abaixo com os dados solicitados.
3 - O sorteio será feito apenas para seguidores que tenham endereço em território nacional.
(Significa que você pode até morar em outro país, mas o endereço para envio deverá ser no Brasil, ok?)

4 - Você pode se inscrever uma segunda vez caso divulgue o sorteio no twitter usando a seguinte frase: "Estou participando do "Mãe e filha sorteiam" nos blogs "Unhas sempre coloridas" e "o batom de Clarice" aqui: http://www.obatomdeclarice.com/2012/01/mae-e-filha-sorteiam.html".



O sorteio começa hoje, dia 26 de janeiro de 2012 e vai até 26 de fevereiro de 2012, encerrando-se às 16 horas. O resultado irá ao ar no mesmo dia, nos dois blogs.

Boa sorte, pessoal!


Ah, quer detalhes do prêmio? Clique aqui que minha mãe descreveu um por um! =)

ops

Estava fazendo um post e sem querer deixei que as imagens fossem ao ar.
Calma, pessoal! =)

Daqui a pouco o post organizado vai entrar. Quem já viu, mantenha segredo e aguarde.

Beijocas =*

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Problema parcialmente resolvido!

Seus lindos e suas lindas,

depois de colocar reclamação no blog e no site Reclame Aqui (obrigada a todos que indicaram o site, eu conhecia o serviço mas não acreditava nele), eis que meu problema com o site do Submarino está parcialmente resolvido.

Eu digo parcialmente porque, apesar de ter recebido por email a confirmação do estorno de R$84,00, só vou acreditar quando este valor vier na minha fatura de cartão de crédito.

Já a compra de 15 livros, no valor de R$200,00, que constava como entregue, acaba de chegar!

Ao que parece, e a ouvidoria frisou bastante isso, o problema estava no serviço dos correios que foi terceirizado pela empresa de entregas que já é terceirizada pelo Submarino (eita). Enfim, terceirizações a parte, eles entraram em contato com as pessoas responsáveis e explicaram que eu não havia recebido minha compra. Em menos de 24 horas, depois disso, ela foi entregue sã e salva. E dessa vez, sem nenhum livro velho, sujo ou amassado!


Então, acho que minha novela pode ser encerrada com este post, agradecendo a todos que comentaram, que retuitaram e que através dos conselhos e da experiência particular, tentaram me ajudar de alguma maneira.

Estou surpresa em como a reclamação feita através do Reclame Aqui, tem acompanhamento seguro e eficaz.

Aborrecimentos a parte, olhar para estes livros todos, arranca, sempre, meu melhor sorriso! =)


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

"Sinal e ruído" de Neil Gaiman [leitura de férias #11]

Sou péssima em julgamentos. Sempre fui. Entre uma escolha e outra, independente da decisão, sempre fico com a pior delas. Mesmo que eu queira burlar o deus que rege as escolhas, quando finjo querer uma coisa só para desistir dela e pegar a outra, a minha escolha acaba sempre sendo a pior.

E isso vale para comidas: entre um bolo e outro o que eu escolho é o pior; para pessoas: se gosto de cara de uma pessoa descubro ter sido enganada, e se não gosto, percebo com o tempo que errei; ou para roupas: a blusa que eu compro de impulso é a que acabo não usando nunca mais, enquanto aquela que é pensada e esperada, acaba sendo a preferida do armário por anos...

De modo que me equilibro no erro. E apesar de saber disso, continuo errando. 

Foi o que aconteceu com os livros do Neil Gaiman. Entre Mr. Punch e Sinal e ruído eu abracei o primeiro correndo, achando que morreria de amores por ele. Foi o primeiro que li, com o interesse e a curiosidade que encaro, sempre, coisa nova no campo literário. 

Estranhei a obra, desgostei da história, mas, apesar disso, senti que pisava em terreno bom - duas amigas não poderiam estar erradas, e continuei confiando em Luara e Patrícia. Assim, apesar de ter visto coisas boas em Mr. Punch devo confessar que se dependesse exatamente deste livro, duvido que eu compraria algum outro do Gaiman. Não é que eu não tivesse gostado deste Graphic Novel. Só não rolou empatia entre nós - essa coisa tão na moda em época de bbb.

A grande verdade, como eu disse no vídeo, é que só passei a gostar do Mr. Punch porque li a resenha da Patrícia. E como eu gosto da Patrícia, passei a gostar do Mr. Punch. Influenciável, eu? Talvez. Mas prefiro chamar de flexível.

Mas como já havia comprado vários livros dele, mesmo sem ter lido nada, resolvi partir pro segundo. Era tal Sinal e ruído que também foi matéria de post no blog daquela linda - post esse que eu ainda não li.

Ironias do destino, comecei a ler este enquanto esperava atendimento no salão de beleza - pretendia cortar a franja.
Assim, entre secadores barulhentos, risadas e a falação que é de praxe em um salão repleto de mulheres, fui me deliciando com as primeiras páginas de um livro que já havia me conquistado em sua introdução. A tal da "Introdução da edição original por Jonathan Carroll". Não tenho a mínima ideia de quem é Carrol - sou neófita nesse meio de graphic novel, vocês sabem - mas devo dizer que ele acaba de encabeçar a minha lista das melhores introduções de livros de ficção.
Eu que, normalmente, não leio as introduções! Claro, quando estou pisando em terreno que conheço. Mas, como estava abrindo um livro por demais desconhecido pra mim - e cuja experiência primeira me foi tão estranha - achei que uma introdução poderia me nortear. 

Quanto ao livro, que livro! Fui me envolvendo com o personagem de tal maneira que, ao avançar da história, já não sabia mais quem sofria, se ele ou eu. A poesia que engendra o texto é desconfortante, de cara, os autores já nos apresentam uma tênue - porém eficaz - reflexão sobre o que é sinal e o que é ruído, neste mundo tão barulhento em que vivemos.

Li o livro em um fôlego, como devemos ler os livros bons. Terminei com vontade de recomeçar a leitura, para ter certeza de que não deixei passar nada. Depois de fechá-lo, ainda fiquei alguns minutos olhando para a capa, com aquela orfã certeza que temos ao terminar um livro muito bom.

Agora, já afastada da obra, vou ler a resenha de Patrícia. Só para selar com honrarias essa experiência tão nova com Gaiman e graphic novel. O link é este aqui, você me acompanha? =) 


Concordo!