Tudo Junto e Misturado #72

15 julho, 2014

Livros comprados

"Miguel e seus demônios" de Lourenço Mutarelli (Companhia das Letras)
"A arte de produzir efeito sem causa" de Lourenço Mutarelli (Companhia das Letras)
"O natimorto" de Lourenço Mutarelli (Companhia das Letras)
"Misery" de Stephen King (Suma de Letras)
"O iluminado" de Stephen King (Suma de Letras) para o Kobo
"Serial killers: anatomina do mal" de Harold Schechter  (Darkside Books)
"Contos do nascer da terra" de Mia Couto (Companhia das Letras)
"Jesus bebia cerveja" de Afonso Cruz (Alfaguara)
"A verdade sobre o caso Harry Quebert" de Joel Dicker (Intrínseca)
"Claros sinais de loucura" de Karen Harrington (Intrínseca)
"As aventuras de Alice no país das maravilhas" ilustrações de Kurosawa (Editora Globo)
"O discípulo da madrugada" do Padre Fábio de Melo (Editora Gente)


Livros recebidos de parceria

"Flores artificiais" de Luiz Ruffato (Companhia das Letras)
"O prazer de ler os clássicos" de Michael Dirda (WMF Martins Fontes)
"Biofobia" de Santiago Nazarian (Record)
"A menina submersa" de Caitilin R. Kiernan (Darkside Books)
"O jogo dos tesouros" de Heloisa Prieto (Edelbra)
"Ubik" de Philip K. Dick (Aleph)
"Contos escolhidos" de Aldous Huxley (Biblioteca Azul)
"Antes que eu morra" de Luis Erlanger (Record)
"Mônica e Sofia" de Eduardo Brasiliense (Edelbra)
"O espelho das diferenças" de Fabio Gai Pereira (Edelbra)
"Foi vovó que disse" de Daniel Munduruku (Edelbra)
"I de índio / G de Gente" de Carmen Ferreira (Edelbra)


Livros recebidos de presente
"Uma noite e seis semanas" de Tiago Morini


Livros lidos

"A arte de produzir efeito sem causa" de Lourenço Mutarelli (Companhia das Letras)
"Miguel e seus demônios" de Lourenço Mutarelli (Companhia das Letras)
"Misery" de Stephen King (Suma de Letras)
"Antes que eu morra" de Luis Erlanger (Record)
"Meus desacontecimentos" de Eliane Brum (Leya)
"A verdade sobre o caso Harry Quebert" de Joel Dicker (Intrínseca)


Leituras em andamento/abandonadas

"Bufo & Spalanzani" de Rubem Fonseca (Edições de bolso Saraiva)
"A vida do livreiro A. J. Firky" de Gabrielle Zevin (Paralela)



Pessoas citadas


Sites citados

Capas para Kobo: http://www.wookit.com.br/
A minha capa é da marca "Out of print"

Porjeto 2014: "Organiza isso, Juliana!" [prateleira 9 de 47]

01 julho, 2014
Organiza isso, Juliana!

Prateleira 9 de 47

Escritoras de diversas nacionalidades





262. Família
Natalia Ginzburg
José Olympio Editora
2003

263. Axolotle atropelado
Helene Hegemann
Intrínseca
2011


264. Água para elefantes
Sara Gruen
Arqueiro
2007


265. Desejos secretos: a história de Sidonie C., a paciente homossexual de Freud
Ines Rieder e Diana Voigt
Companhia das Letras
2008


266 e 267. O carnê dourado (volumes 1 e 2)
Doris Lessing
Abril Cultural
1985


268. Por favor, cuide da mamãe
Kyung-Sook Shin
Intrínseca
2011


269. A cosmética do inimigo
Amélie Nothomb
Bizâncio
2002



270. A tenda
Margaret Atwood
Rocco
2006


271. A noiva ladra
Margaret Atwood
Rocco
2012


272. Arlington Park
Rachel Cusk
Companhia das Letras
2007


273. Ódio, amizade, amor, casamento
Alice Munro
Biblioteca Azul
2013

274. A fugitiva
Alice Munro
Companhia das Letras
2006

275. O amor de uma boa mulher
Alice Munro
Companhia das Letras
2013

275. O rei se inclina e mata
Herta Muller
Biblioteca Azul
2013

276. Sempre a mesma neve, sempre o mesmo tio
Herta Muller
Biblioteca Azul
2012

277. O compromisso
Herta Muller
Editora Globo
2004

278. Depressões
Herta Muller
Editora Globo
2010

279. Fera d´alma
Herta Muller
Biblioteca Azul
2013

280. Ritos de adeus
Hannah Kent
Globo Livros
2013

281. Hibisco Roxo
Chimamanda Ngozi Adichie
Companhia das Letras
2011

282. Poemas
Wislawa Szymborska
Companhia das Letras
2011

283. O palhaço e sua família
Halide Edip Adivar
Planeta
2011

284. A elegância do ouriço
Muriel Barbery
Companhia das Letras
2008

285. Escadas de incêndio
Anais Nin
Livraria Bertrand
1959


286. A fugitiva
Anais Nin
L&PM Pocket
2012


287. A mulher desiludida
Simone de Beauvoir
Nova Fronteira
2010


288. As belas imagens
Simone de Beauvoir
Nova Fronteira

289. O sangue dos outros
Simone de Beauvoir
Nova Fronteira
1990


290. O homem sentado no corredor - A doença da morte
Marguerite Duras
Cosacnaify
2007


291. A viagem de Théo
Catherine Clément
Companhia de bolso
2007


293*. Emily L.
Marguerite Duras
Nova Fronteira
1988


294*. Barragem contra o pacífico
Marguerite Duras
Arx
2003


298*. Comer, rezar, amar
Elizabeth Gilbert
Objetiva
2008


299*. A sociedade literária e a torta de casca de batata
Mary Ann Shaffer e Annie Barrows
Rocco
2009


300*. A última carta de amor
Jojo Moyes
Intrínseca
2012


301*. O quarto azul
Rosamunde Pilcher
Bertrand Brasil
2011


303*. Filhos do jacarandá
Sahar Delijani
Globo Livros
2012


304*. Alfabeto dos ossos
Louise Welsh
Bertrand Brasil
2013


305*. O homem que amava muito os livros
Allison Hoover Bartlett
Seoman
2013


307*. Coração apertado
Marie Ndiaye
Cosacnaify
2010


308*. O vestido azul
Doris Dorrie
Editora Globo
2004


309*. Meu marido
Dacia Maraini
Berlendis & Vertecchia Editores
2001


310*. Longe daqui
Amy Bloom
Nova Fronteira
2008


312*. O Grande Livro de Histórias de fantasmas
organizado por Richard Dalby
Suma de Letras
2010
LEGENDA:


Em vermelho: não li
Em verde: li
Em azul: estou lendo
Em preto: livro de consulta, não pretendo esgotar a leitura tão cedo

"Antes que eu morra" de Luis Erlanger [Grupo Editorial Record]

16 junho, 2014
Confesso: pedi o livro para a editora por causa do comentário escrito por Jô Soares. E sim, não sou fã do Jô como escritor, mas ele tem todo o meu respeito como leitor - é uma pessoa culta, intelectualizada e crítica.
Logo, mesmo sem compreender direito o mote do livro, aceitei o desafio e pedi para a Editora Record Antes que eu morra - provavelmente o livro da capa mais feia que passou por este blog durante este ano!

Créditos da foto: a mão de verdade é da minha mãe.
A estante de esmaltes atrás da foto, também.
Já a mão da capa, essa, eu nunca vou entender o motivo...

A obra é vendida como um thriller policial (proibido para menores de 16 anos) prometendo em seu enredo temas como a sordidez na política brasileira. Embora o mote proposto seja esse, senti que ficou como pano de fundo da narrativa. O destaque ficou para as sessões do narrador com seu psicanalista - narradas em fluxo de consciência. Ou talvez meu olhar tenha preferido os momentos da sessão que não apresentavam relação com o thriller proposto... 

Estou confusa, sobretudo para escrever a resenha. O fato é que não gostei do que o enredo propunha: apresentar um homem que procura um psicanalista para contar sobre seu acidental envolvimento com questões obscuras da política: envolvendo assassinato, prostituição, drogas e corrupção. 

Durante as conversas com o psicanalista, o narrador vai falando sobre outros assuntos, de maneira desconexa, através de uma miscelânea verborrágica que serve para retratar a contemporaneida. E essa foi a parte que gostei da obra: sentir que ali o autor apresenta um retrato de nosso época, da desfragmentação de tudo, do mosaico quebrado que nos forma. Através de uma bricolagem paródica de falas de personalidades (desde literárias até musicais) Erlanger apresenta um livro tão surtado quanto seu personagem.

Sobram referências, falta enredo. Achei o livro interessante, gostei do discurso esquisito do narrador, me diverti com a linguagem adotada, adorei a experiência de ler uma obra que rompe com a estrutura narrativa, porém senti falta de um enredo mais redondo que desse conta disso tudo. O título, por exemplo, carece de melhor sustentação: é uma fala que aparece na obra, duas vezes, mas não se costura com precisão. 

Também não gostei da capa: mesmo com a explicação dada pelo autor (tirada daqui):

"Por isso o elevador foi escolhido para a capa do livro. Ele remete, diz Erlanger, à questão do livre-arbítrio, tema que sempre lhe interessou.

— Ele sai do elevador e vê que é uma situação de risco. Ele pode recuar, porque não há nada que o leve adiante, mas ele segue. Acho que nosso dia a dia é assim também. Achamos que temos controle sobre a nossa vida, mas só o temos até certo limite — afirma Erlanger. — Do ponto de vista coletivo, também acho que a Humanidade tem uma incapacidade de escolher seu destino, seja na questão do meio ambiente ou outros comportamentos. Isso tem um viés psicanalítico, que é a incapacidade da realização."

Você tem que fazer muita força para relacionar isso com a capa e a obra... Enfim... Apesar dos meus pesares, gosto da ideia que o livro propõe e gosto sobretudo da desconstrução literária que ele faz. Eu me diverti com o monólogo do personagem (já que ele proíbe o psicanalista de falar) e seu humor ácido. Passaria páginas e páginas lendo suas narrativas e afirmações verborrágicas, mas iria adorar se o autor tivesse tido um pouco mais de cuidado com o enredo que construiu ao falar de politicagem e afins.

É, afinal, uma exótica experiência de leitura e dará muito trabalho para os estudiosos da literatura dentro de alguns anos...